Durante anos, o crescimento nas redes sociais esteve associado a volume, tendências virais e repetição de fórmulas. Esse modelo, no entanto, vem perdendo força.
À medida que 2026 avança, marcas que buscam engajamento, autoridade digital e resultados de negócio precisam ir além da produção constante de conteúdo.
O foco passa a ser estratégia de vídeo curto, alinhada ao comportamento do usuário e à lógica atual dos algoritmos.
Segundo Vivian Gagliardi, diretora de criação e projetos da Agência Kombi, o que tende a escalar não são os formatos mais chamativos, mas aqueles que entregam valor imediato e constroem conexão ao longo do tempo.
O que muda no consumo de vídeos curtos?
O usuário está mais seletivo. Ele não acessa Instagram, TikTok ou LinkedIn para assistir anúncios, mas para:
- aprender algo rapidamente,
- validar uma decisão,
- ou se identificar com uma história real.
Esse comportamento impacta a performance do conteúdo. Hoje, alcance deixou de ser o principal indicador. Os algoritmos priorizam interações qualificadas, como salvamentos, compartilhamentos, comentários e tempo de retenção.
Conteúdos genéricos ou excessivamente publicitários tendem a ser ignorados.
Quais formatos de vídeo curto devem dominar 2026?
A análise de comportamento e performance aponta quatro formatos com maior potencial de escala sustentável.
1. Narrativas seriadas (mininovelas)
Histórias seguem como um dos ativos mais fortes da comunicação. No vídeo curto, ganham ainda mais força quando estruturadas em sequência.
Narrativas seriadas:
- aumentam a retenção,
- estimulam o retorno ao perfil,
- fortalecem o vínculo com a marca.
Mais do que viralizar um vídeo isolado, esse formato constrói audiência recorrente.
2. Tutoriais práticos e conteúdos educativos
Tutoriais curtos seguem como um dos formatos com maior potencial de crescimento orgânico, pois entregam valor imediato, hoje o principal critério de distribuição.
Vídeos educativos:
- são mais salvos,
- mais compartilhados,
- e posicionam a marca como especialista.
Aqui, autoridade não vem da complexidade, mas da capacidade de simplificar.
3. Depoimentos e prova social
A confiança se tornou um dos maiores diferenciais competitivos no ambiente digital.
Depoimentos reais de clientes, parceiros ou colaboradores geram mais impacto do que campanhas altamente produzidas, pois reduzem a distância entre marca e público e reforçam a credibilidade.
4. Bastidores e rotina de trabalho
Mostrar processos, decisões e pessoas não é posicionamento.
Conteúdos de bastidores:
- humanizam a marca,
- fortalecem a percepção de transparência,
- ajudam o público a entender como a empresa pensa.
No B2B, esse formato contribui diretamente para a geração de leads mais qualificados.
O que está perdendo relevância no vídeo curto?
Mesmo ainda sendo comuns, algumas abordagens apresentam queda clara de desempenho:
- vídeos longos em plataformas de descoberta sem narrativa forte,
- demonstrações frias de produto, sem contexto
- trends sem conexão com o posicionamento da marca,
- linguagem publicitária tradicional, focada apenas na venda.
Quando a intenção comercial se sobrepõe à entrega de valor, a atenção se perde.
Vídeos curtos não são sobre algoritmo. São sobre pessoas.
Na Kombi, a leitura é clara: algoritmos mudam, plataformas evoluem, mas o que faz alguém parar para ouvir uma marca continua sendo a percepção de que há pessoas reais entregando algo relevante.
Marcas que crescem em 2026 não produzem apenas vídeos curtos. Elas constroem conexões, confiança e posicionamento estratégico.
Quer transformar vídeo curto em resultado?
Converse com a Kombi e entenda como estruturar uma estratégia de vídeos curtos alinhada aos objetivos do seu negócio.
Leia também: a matéria da Meio & Mensagem com a colaboração da Agência Kombi sobre os formatos de vídeos curtos que devem ganhar força em 2026.
www.meioemensagem.com.br/midia/conteudo-curto-6-formatos-que-dominarao-2026